Mostrando postagens com marcador Craque. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Craque. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Nº 8 - Rui Costa



Nome: Rui Manoel César Costa
Data de Nascimento: 29 de março de 1972
Local de Nascimento: Lisboa
Nacionalidade: Português
Posição: Meia
Altura: 1,80m
Peso: 74kg (No auge)

Clubes:
1990-91 AD Fafe (POR)
1991-94 Benfica
1994-2001 Fiorentina
2001-06 Milan
2006-08 Benfica

Títulos:
Liga Portuguesa (1993/94)
Taça de Portugal (1992/93)
Copa da Itália (1995/96, 2000/01 e 2002/03),
Supercopa da Itália (1995/96 e 2003/04)
Liga dos Campeões (2002/03)
Supercopa Europeia (2003)
Liga Italiana (2003/04).

Seleção:
Campeão do Mundo Sub-20 (1991),
Estreia na Seleção Principal: Suíça 1 x 1 Portugal 31/03/93
Primeiro gol: Portugal 4 x 0 Malta 19/06/93
Último jogo: 04-07-2004, na final da EURO 2004 contra a Grécia, em Lisboa




Curiosidades:
- Como alguns dos maiores jogadores do futebol de campo. Rui Costa começou sua trajetória no Futebol de Salão
- Segundo o site do Benfica, clube que projetou o meia, Rui precisou de “meia dúzia de minutos” para ser aprovado por ninguém menos que Eusébio na peneira do Benfica



Hoje em dia o melhor meio de campo português é brasileiro, mas nem sempre foi assim. Há alguns anos atrás, não muitos, a seleção portuguesa contava com um jogador de meio de campo com qualidade acima do normal. Rui Costa era um meia que regia o seu time dentro de campo, com uma visão de jogo fenomenal e excelentes passes longos ou enfiadas magistrais.

Posso até estar exagerando nos adjetivos porque, assim como os fãs declarados do meia português, acho que Rui Costa era um maestro em campo. Sinceramente não acompanhei seu início de carreira e lembro muito pouco daquela seleção portuguesa sub-20 que venceu o Brasil em 1991, mas consigo recordar as primeiras vezes que assisti ao campeonato italiano e o time dos “Viola”, para onde foi agora o Keirrisson, era comandado pelo português. Para os que viam apenas os gols, o grande jogador era o argentino Batistuta, que fazia os gols, mas quem via o jogo sabia quem era a estrela do time.

Li no site do Benfica que quando ele estourou no time português, era pretendido pelo Barcelona, que na época contava com Romário e Stoichkov. Só que ele acabou mesmo na Fiorentina e para alegria de sua torcida ficou 12 anos por lá. Já no “início do final” de sua carreira Rui se aventurou no Milan, onde faturou uma Liga dos Campões da Europa, seu título mais importante.

Sem dúvida a maior decepção da carreira de Rui Costa foi não ter vencido a Euro 2004 em solo português depois de eliminar a Inglaterra na semi e perder a final para a fraca Grécia. Tanto que ele encerrou sua participação na seleção de seu país após aquele jogo.

Rui Costa foi CRAQUE

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

N°7 - Franco Baresi


Nome: Franchino Baresi
Data de Nascimento: 8 de maio de 1960
Local de Nascimento: Travagliato, Brescia, Itália
Nacionalidade: Italiana
Posição: Zagueiro
Altura: 176 cm
Peso: 70 Kg

Clube:
1977-1997 Milan (719 jogos, 31 gols)
Títulos:
6 Campeonatos Italianos (1978/79, 1987/88, 1991/92, 1992/93, 1993/94 e 1995/96)
3 Champions League (1989, 1990 e 1994)
2 Mundiais Interclubes (1989 e 1990)
3 Supercopas Européia (1989,1990 e 1994)
4 Supercopas da Itália (1988, 1992, 1993 e 1994)

Seleção:
1982-1994 Itália (81 jogos, 1 gol)
Título:
1 Copa do Mundo (1982)




Curiosidades:
- Foi a três Copas do Mundo (1982, 1990 e 1994)
- Foi campeão em 82, mas era reserva e nem chegou a jogar
- Seu irmão mais velho, Giuseppe era jogador da Inter de Milão e chegou a levá-lo para fazer testes no clube
- Foi reprovado nas peneiras e acabou indo para as categorias de base do Milan, que era o seu time do coração
- Não foi convocado para a Copa de 86 porque o técnico o queria escalar no meio campo. A única Copa em que ficou de fora durante sua carreira na seleção, foi também a única Copa em que seu irmão, Giuseppe, participou
- Sua pior lembrança é a Copa de 94. Baresi era o primeiro a bater para a Itália nas disputas por pênaltis contra o Brasil. Ele errou a cobrança
- Quando parou de jogar, o Milan em sua homenagem aposentou também a camisa 6




Baresi foi um zagueiro clássico, elegante e leal sem nunca ter deixado de ser um excelente marcador. É um desses zagueiros que não se vê mais no futebol moderno, sabia sair jogando e errava poucos passes.
Baresi também foi um que entrou na década de 90 já veterano (30 anos), já era também consolidado como um dos melhores zagueiros do mundo, mas foi nessa década que disputou suas duas Copas do Mundo.
A de 94 então foi a mais marcante, mesmo tendo perdido um pênalti na decisão, fez algo que poucos imaginaram ser possível. Uma só não, duas na verdade.
A primeira foi parar o baixinho Romário, que pouco conseguiu produzir naquela final e ainda disse que Baresi foi o responsável pela marcação mais implacável que já sofrera. Isso tudo só ganha uma proporção ainda maior quando lembramos o que aconteceu naquela mesma Copa alguns jogos antes.
No segundo jogo da fase de grupo, quando a Itália venceu a Noruega por 1 a 0, Baresi sofreu uma lesão no joelho que colocava em risco o resto de sua competição. Em tempo recorde ele foi submetido a uma artroscopia e para surpresa de todos conseguiu se recuperar para entrar em campo na final contra o Brasil. Fez uma partida impecável.
Baresi é um dos maiores ídolos da torcida milanista, única equipe que defendeu durante toda sua carreira. Fez parte da grande equipe que conquistou tudo que podia no final dos anos 80 e início dos 90, mas também não abandonou o barco quando a equipe esteve por duas vezes na segunda divisão nos anos 80. Virou capitão da equipe com apenas 22 anos e apenas deixou a função ao se aposentar, deixando a missão para Paolo Maldini.



Um único clube na carreira é realmente para poucos, criar uma história e laços como as que Baresi criou é apenas para CRAQUES de grande porte. E ele o foi.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

N°5 - Roger Milla

Nome: Albert Roger Mooh Miller
Data de nascimento: 20 de maio de 1952
Local de nascimento: Yaoundé, Camarões
Nacionalidade: Camaronês
Posição: Atacante
Altura: 176 cm
Peso: 72 Kg

Clubes:
1965-1970 Eclair de Douala (61 jogos, 6 gols*)
1970-1974 Léopard de Douala (117 jogos, 89 gols*)
1974-1977 Tonnerre Yaoundé (87 jogos, 69 gols*)
1977-1979 Valenciennes (28 jogos, 6 gols*)
1979-1980 Monaco (17 jogos, 2 gols*)
1980-1984 Bastia (113 jogos, 35 gols*)
1984-1986 Saint-Étienne (59 jogos, 31 gols*)
1986-1989 Montpellier (95 jogos, 37 gols*)
1989-1990 JS Saint-Pierroise (?)
1990-1994 Tonnerre Yaoundé (?)
1994-1996 Pelita Jaya (23 jogos, 23 gols*)
*apenas jogos da liga nacional
Títulos:
1 Copa da África (1975 pelo Tonnerre Yaoundé)
1 Copa de Camarões (1974 pelo Tonnerre Yaoundé)
2 Copas da França (1980 pelo Monaco e 1981 pelo Bastia)

Seleção:
1978-1994 Camarões (102 jogos, 28 gols)
Títulos:
2 Copa Africana de Nações (1984 e 1988)


Curiosidades:
- Jogou três Copas do Mundo (1982, 1990 e 1994)
- Em 1990 já tinha batido o recorde de ser o jogador mais velho a marcar um gol em Copas (38 anos)
- Em 1994 aumentou esse recorde (42 anos) ao marcar o gol de honra camaronês na goleada sofrida por 6 a 1
- Nesse mesmo mundial se tornou o jogador mais velho a participar de um jogo de Copa do Mundo
- A seleção camaronesa encantou o mundo em 1990 com o seu futebol. Na estreia venceram os campeões de 1986, a Argentina por 1 a 0
- Fez o gol do título da Copa da França de 1981, quando o Bastia venceu o Saint-Étienne, que contava com Platini e era o time poderoso da época
- Comemorava seus gols dando uma “sambadinha” nas bandeiras de escanteio, o gesto ficou famoso no mundo todo
- Nas oitavas-de-final da Copa de 90 marcou um gol histórico ao roubar a bola do goleiro colombiano Higuita que tentava fazer uma graça, o gol foi fundamental para Camarões avançar de fase
- Em 1976 foi considerado melhor jogador africano
- Terminou a carreira com impressionantes 44 anos, jogando no futebol da Indonésia



Milla tem fatos interessantes em sua carreira. O começo muito cedo, com apenas 13 anos e sua aposentadoria tardia, aos 44 anos, talvez façam dele o jogador com a carreira mais longa na história, 31anos de futebol, tem jogador que para com essa idade.
Começou a carreira jogando por clubes de seu país antes de ter a chance de jogar na Europa, mais precisamente na França, por onde ficou por quase 13 anos, foi quando chegaram os anos 90.
Milla entrou na década de 90, alvo do blog, já veteraníssimo (37 anos), mas foi justamente nessa época que atingiu seus maiores feitos futebolísticos. E por causa disso talvez seja também o jogador mais velho a ser retratado neste blog.
Quando a Copa de 90 estava batendo à porta, Milla estava escondido, beirando a aposentadoria jogando pelo JS Saint-Pierroise, da ilha de Reunião, um pequeno departamento francês localizado no Oceano Índico a leste de Madagascar. Até ai os feitos de sua carreira não tinham sido muito impressionantes e ele já tinha até abandonado a seleção.
Foi o então presidente de Camarões Paul Biya, que o fez voltar a vestir a camisa de sua seleção, ele aceitou o desafio e no final ninguém se arrependeu. Camarões fez uma Copa brilhante a alcançou as quartas-de-final, feito inédito para uma seleção africana e só igualado por Senegal em 2002.
Nessa quarta-de-final, os Leões Indomáveis perderam para a Inglaterra em um jogo polêmico e que eles dificilmente vão esquecer, é como o nosso jogo contra a Itália em 82. Camarões vencia a partida por 2 a 1 até os 35 minutos do segundo tempo, quando o juiz marcou pênalti para os ingleses, eles empataram e levaram a partida para a prorrogação. No tempo extra houve mais um pênalti para os europeus que assim acabaram passando às semifinais, os africanos contestam até hoje essas penalidades.
Mas Camarões e principalmente Roger Milla já estavam marcados na história do futebol mundial, ainda mais quando aquele velhinho voltou à cena quatro anos mais tarde.




Quem faz o que Milla fez com essa idade, só pode ser considerado um CRAQUE, talvez o primeiro africano.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

N°1 - Zubizarreta




Nome: Andoni Zubizarreta Urreta
Data de Nascimento: 23 de outubro de 1961
Local de Nascimento: Vitoria, Espanha
Nacionalidade: Espanhola
Posição: Goleiro
Altura: 187cm
Peso: 86g

Clubes:
1981-1986 Athletic Bilbao 239 jogos
1986-1994 FC Barcelona 410 jogos
1994-1998 Valencia CF 184 jogos
Títulos:
6 Ligas Espanhola (1982/83, 1983/84 pelo Athletic Bilbao e 1990/91, 1991/92, 1992/93, 1993/94 pelo Barcelona)
3 Copas da Espanha (1983/84 pelo Athletic Bilbao e 1987/88 e 1989/90 pelo Barcelona)
3 Supercopas da Espanha (1984 pelo Athletic Bilbao e 1991 e 1992 pelo Barcelona)
1 UEFA Champions League (1991/92 pelo Barcelona)
1 UEFA Supercopa (1992 pelo Barcelona)
1 UEFA Recopa (1989 pelo Barcelona)
1 UEFA Intertoto (1998 pelo Valencia)

Seleção:
1985-1998 Espanha 126 jogos
Estreia: 23 de janeiro de 1985, vitória por 3 a1 em amistoso contra a Finlândia em Alicante
Último jogo: 24 de junho de 1998, vitória por 6 a 1 pela Copa do Mundo contra a Bulgária em Lens





Curiosidades:
- É o jogador que mais vezes defendeu A Fúria, tanto no geral como em Copas do Mundo (16 jogos)
- É um dos raros jogadores da história mundial a ter disputado 4 Copas do Mundo (1986, 1990, 1994 e 1998)
- Disputou 622 partidas pela Liga Espanhola, recorde até hoje
- Ganhou em 1987 o Troféu Ricardo Zamora, concedido pelo famoso jornal Marca ao goleiro com menor média de gols sofridos na Liga Espanhola





O tradicional clube Athletic Bilbao só aceita jogadores nascidos no país basco em seu elenco, e até por isso, em tempos de futebol globalizado, já não ganha um titulo há muito tempo, o último na verdade foi quando ainda contava com uma jóia rara que de tempos em tempos aparecem por lá, o nome dele era Andoni Zubizarreta, excepcional arqueiro que quando apareceu a proposta do Barcelona, rumou para lá, deixando Bilbao sem ídolos e sem títulos.
Foi por muito tempo considerado o melhor goleiro da Espanha (suas Copas do Mundo não deixam dúvidas em relação a isso) e um dos melhores do mundo. Foi um goleiro sóbrio, de grande personalidade e senso de colocação. Na seleção teve a missão de substituir o ídolo Luis Arconada, em pouco tempo o ídolo era ele.
No Barcelona fez parte do “Dream Team”, que contava também com Romário, Guardiola, Stoichkov, Micheal Laudrup, Koeman entre outros. Lá ganhou tudo, mas saiu meio por baixo após uma derrota para o Milan por 4 a 0 pela final da Champions de 1993/94, foi considerado por muitos torcedores o principal culpado pelo resultado.
Ainda sim jogou mais 4 anos no Valencia em alto nível, provando ser um dos maiores da história.
Me lembro, mesmo menino, de admirar aquele goleiro, sério, ele impunha respeito. Faz parte das minhas primeiras memórias sobre o futebol.



Sem Dúvidas Zubizarreta foi CRAQUE, e dos grandes.