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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

N°6 - Jorge Campos


Nome: Jorge Francisco Campos Navarrete
Data de Nascimento: 15 de Outubro de 1966
Local de Nascimento: Acapulco, México
Nacionalidade: Mexicana
Posição: Goleiro
Altura: 175 cm
Peso: 68 Kg

Clubes:

1988-1995 Pumas (199 jogos, 35 gols*)
1995-1996 Atlante (26 jogos, 1 gol*)
1996-1997 LA Galaxy (43 jogos*)
1997 Cruz Azul (2 jogos*)
1998 Chicago Fire (8 jogos*)
1998-1999 Pumas (43 jogos, 2 gols*)
1999-2000 Tigres (17 jogos*)
2000-2001 Pumas (26 jogos*)
2001-2002 Atlante (33 jogos*)
2002-2004 Puebla (21 jogos*)
*jogos apenas da Liga Nacional
Título:
1 Campeonato Mexicano (1991 pelo Pumas)
1 Campeonato Mexicano de Inverno (1997 pelo Cruz Azul)

Seleção:
1991-2004 México (129 jogos)
Títulos:
1 Copa das Confederações (1999)
1 Jogos Pan-americanos (1999)
3 Copa Ouro da Concacaf (1993, 1996, 1998)



Curiosidades:

- Jogou as Copas do Mundo de 1994 e 1998, em 2002 era reserva
- Jorge Campos era quem desenhava os próprios uniformes de jogo
- Ele é um pouco diferente dos outros goleiros artilheiros porque também jogava de atacante, a maioria de seus gols saíram quando estava na frente
- As vezes trocava de posição durante o jogo, era só o técnico sacar um jogador de linha pelo goleiro reserva e lá ia Campos ao ataque
- Campos é com certeza um dos menores goleiros da história, mas compensava isso com uma grande agilidade
- Na Copa de 2006 era auxiliar técnico de sua seleção
- Abriu uma rede de fast-food mexicano chamada Sportortas-Campos, especializada em tortas, um sanduíche mexicano (quando o Chaves queria sempre um sanduíche de presunto, era por una torta de jámon que pedia)
- Tinha o apelido de El Brody, maneira como Brother era dito em sua terra natal
- Mesmo no gol, muitas vezes jogou com a camisa 9, com a 7, até a 10 usou



Jorge Campos marcou a década de 90 como uma caneta marca-texto.
Se tornou famoso e folclórico pelos seus uniformes, que ele mesmo desenhava e mandava fazer, pelo seu estilo de jogo, sempre adiantado e que gostava de sair com a bola nos pés, pela sua versatilidade, podia jogar de goleiro ou atacante e também por suas defesas mirabolantes com pontes espetaculares, mas isso se devia não só ao fato de que Jorge gostava de aparecer, mas também pela sua baixa estatura, que o fazia ter que correr e pular muito em cada chute.
No começo de sua carreira, no Pumas em 1988, Jorge estava sem chances no gol porque lá estava Adolfo Rios, que era considerado titular absoluto na época. Jorge pediu ao técnico então uma chance no ataque e o treinador o atendeu. Logo em sua temporada de estreia, marcou 14 gols e brigou pela artilharia até o fim da competição.
Mas Jorge gostava mesmo é de ser goleiro, e em pouco tempo já tinha assumido a condição de titular em seu time.
Em quase todos os times que passou Campos atuava por algumas vezes no ataque, se durante uma partida o atacante de seu time estava mal, Jorge chamava a responsabilidade, o técnico substituía o atacante pelo goleiro reserva e Jorge então ia jogar na linha, o engraçado era ver ele tendo que trocar de camisa e deixar de lado o seu colorido que, sem ele, se tornava um jogador comum.
Apesar disso, era comum também o ver pegar a bola, por no chão e sair jogando ao ataque, mesmo quando estava no gol. As vezes armava contra-ataques bem sucedidos assim.
Campos logo se tornou titular na seleção mexicana também, mas lá ele não tinha permissão de ir ao ataque.
Por onde passou, apesar de sua altura incomum para goleiros, era incontestado, até mesmo na seleção, talvez porque acima de tudo ele entretinha e trazia a torcida com ele. Campos trazia mais alegria para o futebol.
Quando parou de jogar virou auxiliar técnico de Ricardo La Volpe na seleção e depois comentarista na TV Azteca.




Jorge Campos foi um artista da bola, não que fosse genial, estava bem longe disso, mas era um jogador sempre divertido de se ver jogar, um tipo que agradeço por ter crescido vendo e que se não houvesse faria falta. Mais do que artista, com suas roupas florescentes, estava mais para o palhaço da bola, e era ESFORÇADO em o ser. Ele me divertiu por um bom tempo, e eu gostava.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

N°3 - Alexi Lalas




Nome: Panayotis Alexander Lalas
Data de Nascimento: 1 de Junho de 1970
Local de Nascimento: Birmingham, Michigan, Estados Unidos
Nacionalidade: Americano
Posição: Zagueiro
Altura: 191 cm
Peso: 89 Kg

Clubes:
1994-1996 Padova (44 jogos, 3 gols*)
1996-1997 New England Revolution (57 jogos, 3 gols*)
1998 MetroStars (27 jogos, 4 gols*)
1999 Kansas City Wizards (30 jogos, 9 gols*)
2001-2003Los Angeles Galaxy (69 jogos, 7 gols*)
*apenas jogos da liga nacional

Títulos:
1 MLS Cup (2002 pelo LA Galaxy)
1 U.S. Open Cup (2001 pelo LA Galaxy)

Seleção:
1991-1998 Estados Unidos (96 jogos, 9 gols)
Estreia: 12 de março de 1991 no empate de 2 a 2 com o México
Despedida: 30 de maio de 1998 no empate com a Escócia
Título:
1 Copa Panamericana de Nações (1991)






Curiosidades:
- É filho de pai grego e mãe americana, daí esse nome tão estranho
- Em 1997 chegou a ser emprestado ao Emelec do Equador, mas não fez nenhum jogo
- Foi o primeiro, e até hoje único, jogador americano a disputar a Séria A do campeonato italiano
- Aliás, antes de assinar com o Padova, e mesmo defendo já a seleção americana, não podia era bem um profissional, a MLS (Major League Soccer) só começou em 1995, até 1991 jogou por um time universitário, depois há uma mancha, não se sabe muito bem o que ele fez
- É roqueiro, teve até uma banda (Gypsies) e chegou a lançar dois CDs
- Chegou a jogar Hockey na Universidade
- Ganhou o prêmio de melhor futebolista americano de 1995
- Em 2006 entrou para o Hall da Fama do Futebol Estadunidense




Alexi Lalas talvez seja lembrado mais por sua barba do que por seu futebol, talvez até os seus CDs façam mais sucesso, mas ele contribuiu para o futebol dos yankees evoluírem, na Copa de 1994 era um dos preferidos do público.
Feito expressivo na carreira só mesmo o fato de ser até hoje o único americano a ter disputado o Calcio, por onde ficou durante dois anos até regressar aos Estados Unidos e assinar contrato com a recém criada Major League Soccer, esteve sempre mais para um rock star do que para um soccer star.
Teve um ano sabático em 2000, quando experimentou pela primeira vez o posto de comentarista esportivo, profissão que exerce hoje. Lalas ao que parece é um tanto fanfarrão em seus comentários, Antes da Copa de 2006, dizia que o goleiro americano Kasey Keller era o melhor do mundo em sua posição. Os americanos foram eliminados com duas derrotas e um empate e seis gols tomados.
Antes de assumir de vez o papel de comentarista, Lalas ao terminar sua carreira de jogador, tentou ser dirigente. Nos Estados Unidos, o futebol é profissional mesmo, as equipes são franquias, os contratos tanto de jogadores como os dos dirigentes são feitos com a Liga e não diretamente com os clubes, a Liga é que na maioria das vezes escolhe onde o jogador vai jogar, para sempre ter um campeonato equilibrado.
Assim começou a carreira de dirigente como manager do San José Earthquakes, em 2005 foi mandado para o New York Red Bull até chegar ao LA Galaxy em 2006, de onde foi demitido em 2008. Agora é comentarista em tempo integral, sorte de quem? Talvez do rock.






Alexi Lalas pode ter jogado na Itália e ter sido um dos precursores do futebol nos Estados Unidos, mas isso tudo não o faz mais do que um grande MEIA-BOCA.